quarta-feira, 29 de junho de 2011







As águas me chamam

E clamam pelo meu corpo

Submerso, inerte , imerso

Em escuridão

Profundo rio sombrio

Lança-me o desafio

Mergulhar, residir

Encontrar o perdão

Jazigo, abrigo do aflito

Gélida morada, inacabada

Planando na água

Atada em solidão

Caminho na margem

Na direção da miragem

Que acena ao fundo

Amuleto em mãos

Recebe-me morte, entrego-me a sorte

Pouso e repouso de olhos aberto

Tão fundo e tão perto

Rumo a redenção







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